sexta-feira, 2 de maio de 2008

Na ponta do lápis

Certa vez disse pra minha mãe que eu sou um sobrevivente. Um cara que tenta sobreviver ao mundo, desviando dos obstáculos postos por ele mesmo. É isso aí, eu sobrevivo a mim. Tenho uma habilidade tremenda de criar confusões e de sair delas. Mas isso já está me cansando.

Um ponto importante dessas viagens para Campinas é o aspecto financeiro. Alguém já deve ter imaginado que não fica barato ir e voltar para lá toda a semana. Na verdade tenho que controlar tudo na ponta do lápis. E driblar algumas dificuldades extras.

A mais importante é como comprar a passagem de avião. Semanalmente pululam nos sites das companhias de aviação promoções e mais promoções de viagens a preços rasteiros. Nunca aproveitei nenhuma delas. Primeiro que a promoção é para um dia específico, uma hora específica e voltada para pessoas que estajam vestindo jeans e camisa pólo azul. Não dá.

Depois que também preciso de um horário específico, nem tão cedo na segunda, nem tão tarde na terça. Ou seja, depois do Labjor e antes do expediente do dia seguinte. É difícil, só o vôo 3557 da TAM às 23h45 de Guaraulhos chegando às 1h25 em Foz consegue esses pré-requisitos. E esse vôo nunca tem promoção.

A Gol e a Ocean Air também fazem o trecho São Paulo - Foz, mas em horários cômicos. O vôo da Ocean Air é quase 200 reais mais barato, mas não encaixa no perfil. O da Gol também sai bem mais em conta.

O negócio é enfrentar o site da TAM e encarar outro problema: pagar no cartão. Nesse mundo pós-moderno o importante não é ter dinheiro, é ter crédito. Embora receba o salário em dia e os freelas aqui e ali, nunca consegui comprar as passagens com meu próprio cartão.

O Visa do Banco do Brasil está capenga, vence em maio e, portanto, não serve mais para fazer compras no crédito. O outro cartão, da Caixa, é uma porcaria de cartão de débito onde eu recebo meu ordenado. A Mastercard está para me enviar o cartão de crédito internacional e o caraio a quatro há 40 dias. Erros de endereço e cá estou eu chupando o dedo.

Resumindo: continuo comprando parcelado no cartão dos outros e pagando quase à vista. As contas se acumulam e o lápis já está quase sem ponta. E eu não sei como vou pra Campinas essa semana.

Alguém aí empresta o cartão? Ou um apontador.

4 comentários:

Deninha disse...

Esses cartões são mesmo um problema, Já aconteceu comigo de uma compra não ser autorizada por causa de DOIS reaia!! hahaaheheehe mas eu tenho certeza que tudo vai dar certo e vc vai conseguir viajar pra aula de segunda.. NÃO É MESMO? ahahahaa
Puxa.. pensa só.. se vc não viajar não vai ter história nova essa semana e nem post sobre o assunto? Vai deixar os seus pobres leitores no vacuo?

Murilo Alves Pereira disse...

A Dê é um amor. Obviamente ela se ofereceu pra me emprestar o cartão. Mas coloquei as contas aqui na ponta do lápis e resolvi economizar o dízimo de 500tão semanal. Semana que vem, oxalá, recebo meu cartão e posso terminar a pós sem mais problemas.

Sobre as histórias, ainda estou em processo de colocar postar causos antigos. Semana que vem começa a fornada quentinha.

Em todo caso, obrigadão Deninha!

Marina disse...

Murilíssimo,

muito bacana seu blog! Parabéns por ter saco de aturar tudo isso (que depois pode ser bem engraçado, mas na hora em que está acontecendo está mais para um drama do que comédia). Eu, que demoro menos de 10 minutos de casa ao Labjor, penso 30 vezes antes de levantar da cama toda segunda!
bjos

Adriana Lima disse...

Murilovisk,
eu te empresto um apontador.