sexta-feira, 2 de maio de 2008

55 horas no pé

Acabei de postar que em uma das viagens embarquei fedido e suando em bica. Já teve outros momentos em que passei algumas horas sem tomar banho e já encontrei seres que realmente precisavam ser apresentados à água e ao sabão. Quando fui pra Fortaleza, os quatro dias dentro do ônibus renderam algumas horas a mais de fedor. Mas em uma viagem em especial, bati todos os recordes.

Foi na viagem número 3, a mesma em que perdi o vôo GRU-IGU (post abaixo, por favor). Havia deixado para viajar só no domingo à tarde, logo, cheguei em Campinas na segunda de manhã e fui direto ao Labjor. Contem comigo: no domingo, um pouco antes do almoço, eu tinha calçado o sapato.

Após as 14h de viagem e os 40 minutos de ônibis metropolitano cheguei à Unicamp, umas duas horas antes do início da aula. Sentei na escadaria do Labjor e tentei adiantar alguma coisa no notebook. Estava com sono, o mesmo sono acumulado que me faria perder o vôo, horas mais tarde.

As aulas se passaram, peguei o Caprioli para Guarulhos e perdi o vôo. Tive que passar a noite no aeroporto com o sapato ainda no pé. Peguei o vôo da manhã e fui direto para o trabalho em Foz do Iguaçu.

Quando cheguei em casa, às 19h de terça-feira, finalmente tirei o sapato. Meu pé parecia uma uva-passa o coitado. E o cheiro era indescritível. O sapato está até hoje na lavanderia e ninguém tomou coragem de lavá-lo. Já dei como perdido.

2 comentários:

Makoto® disse...

Arre!!! Não me apareça com esse sapato em Curitiba!!! Abraço!!!

Deninha disse...

Agora eu consigo entender perfeitamente a preferência da Mel... hahaahaha