sábado, 12 de julho de 2008

Uma viagem muito louca

O dia era de calor, quando entrei cheio de malas no aeroporto de Guarulhos, dia 21 de junho, há três semanas. Estava com o tempo de folga e sapeei pelo aeroporto à procura de quatro figurinhas. Achei duas delas, o casal Davi e Flávia que tinha de cor e salteado todos os esquemas da viagem.

Com o Davi registrei o mac, e fiz o check-in. Na hora de enviar a mala, ao invés de retirá-la em Amsterdã preferi enviar direto para Estocolmo. O cara estilo francês delicado já tinha colocado a fita de informação, mas não houve problema em cancelar e fazer tudo de novo, para que eu pegasse umas peças de roupa sobressalentes. O problema veio bem depois.

Bem, entramos na área de embarque. Pela primeira vez embarcava ali do lado direito do aeroporto. Viagem internacional, free-shopp, coisa chique. Vi do outro lado do vidro o triste portão 1, dos vôos domésticos - velho de guerra das viagens para Campinas. Corremos para pegar o vôo e fomos uns dos últimos a embarcar, só para não perder o costume. Dentro do vôo encontramos as outras duas figurinhas, Luiz Juttel e Enio. Estava completa a equipe.

Com Juttel e Enio, o time está completo

Estávamos viajando para a Suécia, para participar da 10ª Conferência sobre Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia (PCST-10). A pré-conferência aconteceu em Estocolmo e a conferência em Malmö, com programação também em Lunds e em Copenhague (Dinamarca). Na conferência, fizemos uma apresentação sobre nossa instalação "Bem me quer, mal me quer", que realizamos em Campinas, pelo Labjor.

Um vôo muito louco

Primeira vez em vôo internacional, não contava com aquilo. No boeing da KLM se enfileiravam centenas de poltronas, com opções de etnias e nacionalidades dos quatro cantos no mundo, para todos os gostos. Eu fui na janelinha, conversando com um italiano e uma paulista nascida em Taiwan, mas não fiquei muito tempo parado não.

A paulista Jane e o super-viajado italiano. Boas conversas, mas por pouco tempo

Quinze horas de viagem, mais cinco do fuso, precisava andar. Faríamos escala em Amsterdam e pegaríamos outro vôo para Estocolmo. Fui conversar com o pessoal no fundo do avião e sentei em outra fileira, entre dois asiáticos. A viagem foi divertida por ser tudo inédito, eu pirando com a TV na poltrona e o controle mil e uma utilidades. Além de controle da TV e joystick do game, o controle era também telefone. Poderia até fazer uma ligação mediante uso do cartão de crédito, mas dizem que o último que usou o serviço teve que hipotecar a casa quando o avião pousou no Brasil.

O quinteto em foto esquisita. Todo mundo olhando pra telinha da máquina

Outra coisa interessante são as comidas, as comissárias de bordo em seus requintados uniformes azul celeste da KLM simplesmente não param de servir comida. É vinho, cerveja, refrigerante, suquinho, sopinha, salada, doce, pão, chocolate, almoço, jantar, café da manhã e etc. Toda hora. O Juttel foi o que melhor definiu nossa situacão a bordo. "Estamos em engorda: presos e sendo alimentados a toda hora", disse se referindo também ao aperto das poltronas.



Flavinha deslumbrada com o azul e branco pintados na janelinha do avião

E lá de cima o céu é mais bonito. A Flávia, pela primeira vez voando, se encantou com mar de nuvens que cobria um oceano. Fiz questão de chamá-la também para ver a costa de Portugal. Estávamos entrando no continente e chegando ao fim da viagem.

Sobrevoamos a Holanda e eu pude ver, com o avião já bem mais baixo, os famosos pôlders, aquelas áreas que o país tomou do mar. Vi os canais, as plantações. Não dava ainda para identifcar moinhos ou vacas, mas a visão já era a diferente que jamais vi. Aos poucos ia me dando conta que em poucos minutos estaria pisando na Europa.


KLM sobrevoa Amsterdam, pela janela dá para ver os pôlders

O avião pousou no magestoso Schiphol, um dos mais grandiosos aeroportos do mundo e parada obrigatória de muitos vôos para Europa. No saguão nos despedimos do Davi e da Flavinha que pegariam o próximo vôo para Estocolmo. A nossa idéia era outra: conhecer Amsterdam.


Vulto: time do "Bem me quer" na Europa. Só faltou o Hércules

Mas sobre isso vocês verão no próximo post.

2 comentários:

Murilo Alves Pereira disse...

Em tempo. Apesar de bobinho, o título desse post tem uma explicação. É uma referência àqueles títulos de filme da sessão da tarde: Férias muito loucas, viagem muito louca. Narrador: "Essa galerinha vai para Europa aprontar muita confusão. Uma viagem muito louca pela Europa..."E outras babaquices.

A brincadeira, iniciada pelo Enio, era tema corrente de nossas conversas nos preparativos para a viagem.

Deninha disse...

Que beleza o cardápio!!
Quanta diferença pros goiabinhas, amendoins e cream crackers da gol e dos sanduiches de queijo com peito de peru da Tam!!
Detalhe que a ocean air tb tinha e agora virou saunduiche de queijo com requeijão.
Finalmente to sabendo os detalhes da sua viagem que foi legal heim mocinho? hahaahaha aguardo ansiosa as novas postagens