domingo, 13 de julho de 2008

AmsterWhat?

Pisar na Europa pela primeira vez foi emocionante. Sair da Centraal Station e ver aquela bagunça: barcos no canal, trem urbanos, carros, bicicletas, pessoas. Tudo em um cenário emoldurado por edifícios históricos. Mas para alguns, começar a aventura pela Europa por Amsterdam era projeto arriscado. Explico o por quê.

Holandesa e bicicleta, visão comum em Amsterdam

Todo mundo conhece a fama do liberalismo holandês em relação a sexo e drogas. É de lá a famosa Red Light Distrit, uma região da cidade em que prostitutas se oferecem atrás de uma vitrine. Também é de lá o Vondelpark, o parque onde o sexo é liberado - mas é proibido andar com cachorro sem coleira (a Flávia sugeriu ficarmos em frente ao parque vendendo camisinhas e coleiras). É ainda de Amsterdam o conceito dos coffe shops, lugares em que é permitido comprar pequenas quantidades de maconha, cujo uso na Holanda adivinhem: é liberado.

Bicicletas mil. Quase fui atropelado um par de vezes

Por essas características peculiares, muita gente desconfiava que a gente não chegaria íntegros em Estocolmo para a pré-conferência. Existe uma teoria que diz que eu ainda estou no vôo Amsterdam-Estocolmo e tudo que se passou depois disso é um sonho (ou alucinação). O Enio cunhou duas frases para sintetizar nossos receios em relação a Amsterdam. Iria comprar na cidade camisetas com os dizeres: "Fui a Amsterdam e me esqueci de você" ou ainda "Fui a Amsterdam e não voltei". Também o Enio, sempre ele, criou o conceito de "AmsterWhat?" Enfim, para muitos, a passada rápida por Amsterdam provocaria seqüelas.

Com o amigo irlandês Dave. Na Holanda, Heineken

Mas não em pessoas centradas como o Juttel, o Enio e eu que logo no metrô, indo para o centro da cidade, conhecemos o Dave Louis, um irlandês gente boa que nos acompanhou nas primeiras horas em Amsterdam. Passado o susto da primeira vista fomos sentindo o clima daquela cidade, os sons, as cores. Tinha um show ali no centro, vimos o pessoal de todas as raças em mais um rincão cosmopolita deste mundo sem porteira e, claro, paramos para tomar a cerveja local: Heineken (prática que nos acompanharia por toda a viagem).

Festa em Amsterdam para nos receber

Dia de sol e... como venta na Holanda (será que é por isso que tem tantos moinhos de vento?). Ficamos matando um tempo no centro até nos separarmos do Dave e do Enio (ele pegaria o próximo vôo para Estocolmo, o Juttel e eu ficaríamos até as 6h da manhã do outro dia zanzando pela cidade). Nos despedimos do Enio prometendo nos encontrar no outro dia em Estocolmo. Não sei porque, mas a expressão dele não parecia confiante.

Na sequência, as nossas andaças pela apaixonante Amsterdam.

2 comentários:

Renato Mahalo disse...

loucuuura!! deve ser tudo muito louco por lá....
Aguardo ancioo pelo próximo capítulo.

Daniela Lot disse...

Oi Murilo!
Tava lendo a lista informal e vi seu blog, não resisti e vim conhecer. Gostei do seu estilo de narrar.
Bj, Dani.
PS. Na Dinamarca venta muuuuito tbém.