domingo, 27 de julho de 2008

A catedral de Lund

Malmö, primeiro dia de conferência. Um careca conhecido por Mr. Fred Kavli apresentava o Prêmio Kavli, um mimo de U$ 1 milhão para os pesquisadores que se destacarem em três áreas da ciência: Astrofísica, Neurociências e Nanociências – as três escolhidas a dedo pelo super-rico. “Esses loucos milionários que aparecem nos filmes financiando pesquisas existem de verdade”, sentenciou o Enio ao meu lado. Assim como o Mr Kavli, a pequena cidade de Lund, vizinha a Malmö, parece ter saído da tela de cinema. Mas existe de fato.

Lunds domkyrka: uma das primeiras, e boas, impressões da cidade

Lund é uma cidade universitária, realmente universitária. A proporção de estudantes para outros moradores é de, se não me engano, 40 por 1. Em férias, a cidade pára. Ela também abriga marcas famosas em seu entorno, como Tetra Park e a sueca Sony Ericsson, que contam com a mão-de-obra especializada local.

Direto dos filmes adolescentóides: os adolescentes!

A cidade é linda. É como entrar naqueles filmes adolescentóides em que tudo ocorre na universidade. São casinhas, ruas de pedra, praças com árvores centenárias e igrejas de igual idade. Lund respira história. Incerta, a data de sua fundação varia entre os séculos 8 e 9, mas isso não importa. O que conta é como fomos recebidos na Universidade de Lund. Que recepção!

Após o coquetel, assistimos a um show a laser – divulgação dos princípios de ótica, dinâmica, cinética, etc em um lindo espetáculo de luzes. Então almoçamos em um salão todo ornamentado – fabulosa programação cultural e boa comida. Havia milhares de talheres, pratos e taças na mesa e, pasmem, utilizamos todos. Participamos de um jogo que precisava montar um quadrado respondendo perguntas científicas. O Juttel, eu, um cara do MCT e um australiano de cara fechada mas muito simpático nos saímos muito bem.

Confraternização: músicas, danças, discursos e boa comida
Interessante ficar um dia todo sentado, sendo servido pelo batalhão de garçons que chegavam em formação de ataque e eram sempre aplaudidos por um cara na primeira fileira. Muito boa e calorosa recepção em Lund.

Na volta, passamos pela onipresente Lunds domkyrka, a catedral local. E fomos embora. Cansado de tentar entender o inglês arrastado, fui arriscar o meu italiano com um grupinho no fundo do ônibus: Frederica, Rossella e Ferdinando. Figurinhas que voltarão a aparecer nessa história.

Mas não agora. No próximo post.

2 comentários:

Enio disse...

Ferdinando é o cuzão francês?

Murilo Alves Pereira disse...

Isso, o italo-francês ou franco-italiano. Ele ficaa de cara amarrada só pq a gente tava conversando com a Fefe e a Rossella.