terça-feira, 1 de julho de 2008

Sob a brisa do Danúbio

Oi pessoal. Escrevo de um hostel em Budapeste, Hungria - 1h30 hora local, 20h30 horário de Brasília. Consegui um canto, banho quente e wi-fi meio que na louca, e agora escrevo um pouco aqui no blog. Tem sido difícil encontrar wi-fi aqui na Europa, por isso não pude atualizar o blog. Faltam aqui histórias loucas como a Casa Westbankof, as diferentes línguas, as aventuras sobre nuvens, trilhos ou mar. Tento contar isso quando voltar para casa.

Foi meio difícil entender qualé a dos húngaros, e ainda não entendi. Cheguei em um país estranho, com a estação rodoviária fechada, sem mapa nem moeda local. Consegui informações com um camarada que falava inglês assim assim. Ele me indicou a direção e eu peguei o metrô sem pagar e fui. Metrô diferente do esquema de Viena, onde eu já estava dando informações para os turistas.

Caras estranhas no metrô. Tinha um que parece um personagem do Dragon Ball, com aquele bigode grande com as pontas caídas. Um menino brincava de armar o cubo mágico enquanto o outro conometrava (achei que faziam isso só na TV). As pessoas me olhavam com estranhesa e eu torcendo para o cara que cobra os tickets não me pegar enquanto contava as estações que passavam.

Consegui chegar na estação Kelvin tér e me enrolei um pouco para encontrar a rua Lónyay, mas achei. Estava andando feito bobo procurando o número 1093, indignado por estar na quadra com os números 13, 14, 15. "Vou ter que andar umas cem quadras", pensei. Então vi uns jovens em uma mesa de bar, conversando alto. Passei por eles, mas resolvi voltar e perguntei se alguém falava inglês. Nunca faço isso, mas me apresentei como brasileiro.

"Ah, você é brasileiro, então está em casa", disse o Eduardo, um estudante de 22 anos, de Rio Preto-SP, que está morando na Hungria desde o começo do ano, estagiando na Nokia. Ele me informou que o 1093 é o CEP da rua, o número era outro e eu já havia passado por ele.

Encontrei, enfim, o tal hostel Império Max. Sem vagas, fui para outro, perto dali e de onde escrevo agora. Estou em um quarto sozinho e o dono se desfez em desculpas por não me arrumar um quarto mais barato para dividir. Tenho que pagar o horror de 22 euros! O quarto com 8 ficava por 18 euros. Na Suécia e em Viena, paguei quase 50 euros a noite. Aqui, o cara ficou desconcertado por eu ter que pagar tanto. Estou adorando, quarto chique e super barato.

Aliás, dinheiro é algo estranho aqui. Se eu me achava o tal com o bolso cheio de notas de 100 coroas suecas, imagine agora com as notas de mil forintes húngaros. Com 99 dá para comprar uma Coca-Cola, com 450 comprei um baita lanche que até agora não descobri o que tinha dentro.

Estava com fome e sede, fui passear. Usei o troco dos 50 euros que paguei pelo hostel (22 pelo quarto, 15 pela chave - se eu não perdê-la recebo de volta), ou seja 13 euros em forintes. Deu mais de 3 mil na moeda local. A cotação segundo o convesor do mac está em 233 forintes para 1 euro. Ou seja, paguei 44 centavos de euros pela Coca (em Viena, cheguei a pagar 3 euros). O lanche pode parecer caro, mas forrou bem o estômago. Só não sei do que era.

Estou gostando de Budapeste, já de cara o brasileiro Eduardo e o Hispano-húngaro Abraam, dono do hostel, me disseram que eu peciso de mais de um dia para conhecer bem. Vou ter que mudar meus planos e ficar uns dois dias, afinal, Praga não vai sair do lugar.

Para comprovar a beleza do local dei uma caminhada até uma das 9 pontes da cidade. Respirei fundo a brisa do delicioso Danúbio. Amanhã coleto a água para coleção. Segundo o japa com quem eu estava conversando agora, que rio quando eu falei essa históiria da coleção de água, tenho muito que conhecer por aqui.

Fica assim então. Vou lá, vejo e conto como foi. Esse post vai na frente dos outros, mas não deixam de me cobrar histórias sobre trocadilhos, conferências e viagens de uma "turminha que vai aprontar muuuuira confusão na Europa". Até mais.

Um comentário:

Leandro disse...

Vc tá doido, Murilão!
Agora descobri porque não te via mais no msn...tá looonge, hehehe

...e conta mais história ae.

Abraço, Le (leandro pandolfo, haha).