quarta-feira, 18 de março de 2009

Em Salta, amigos

A panela de macarronada vazia passou de mão em mão. Um colocou um pouco de macarrão, outro um pedaço de carne. Aos poucos, a panela voltou a ficar cheia o suficiente para encher um outro prato. O meu prato. O gesto de uma turma de argentinos, italianos e franceses foi o que melhor marcou minha estadia em Salta: a amizade.

Em Salta: amigos

Alguém me disse pouco antes de viajar que o sentimento de inveja se tornara pena quando soube que eu iria sozinho. “Ó, quão infeliz é o Murilo que não leva consigo um amigo a tiracolo”, teria pensado meu interlocutor em sua versão poética. Não poderia estar mais enganado.

O espírito de El Andaluz: liberdade. Ainda volto lá

Os dois dias em Salta, e todo o resto da viagem, provam que mesmo viajando sozinho você nunca está sozinho. No breve período na cidade, fiz amigos que quero preservar por muito tempo.

Logo na chegada no hostel, descanso rápido

O pessoal gente boa de Salta estava hospedado no hostel El Andaluz, na Calle Córdoba. Foi lá que cheguei depois de algumas informações de agências. Pessoal animado, clima de mochileiros mesmo, gente de bem com a vida. Uma turma de latinos, entre argentinos, italianos, franceses e um único brasileiro.

Franceses: Anatole com seu sotaque inconfundível e Lucas

Com eles curti boas músicas e conversas, no sofá, matando o tempo durante uma tarde de sol. Ou a noite, enquanto Gabriel arrancava som de uma garrafa PET com canudinho, Juan Garcia (o nome chavão argentino) no violão e Diego no batuque.

Música. Gabriel no sopro, Juan Garcia no violão



“Ensaiamos isso quando éramos presos políticos”, confessou Gabriel. “Éramos presos políticos porque roubamos a carteira de um político”, concluiu. O som também inspirou comentários do francês Anatole: “Música de negro”, disse.

Juan arranha a violão

Mas então Gabriel pegou seu chalango feito do casco de um tatu e a dupla com Juan Garcia continuou. Música boa entre amigos! Ainda no sofá, as conversas eram uma mistura de castellanos: o argentino, o italiano, o francês e o brasileiro. Leia mais adiante um comentário sobre os idiomas.

Bate-papo latino no sofá. O argentino Gabriel, a francesa Marine, a italiana Elisa e o brasileiro aqui

Também com eles, saboreei jantares coletivos. Não apenas a macarronada com vinho, do último dia, mas o assado tipicamente argentino. O melhor do mundo, segundo Gabriel. A batata assada, digno de nota, também arrancou suspiros de um casal de suiços. Estava de fato ótima.



A gente se divertiu a beça!

Mas era hora de curtir a pequena cidade. Em seguida, um giro rápido por Salta.

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