segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Na militar Ollanta, eu estava em guerra

Estava nervoso com a intransigência da mulher na lan house. Passei um puta estresse logo cedo para salvar as fotos em um CD. O sabor do café da manhã se tornara amargo diante de minha raiva. Marco só observava enquanto eu chutava pedrinhas pelas ruas de Ollanta. “Murilo, basta de reclamar”, repreendeu-me. Às vezes é difícil controlar esta fúria que me toma quando algo me emputece. É com se ela assumisse o controle. Aí eu saio do sério mesmo. Não xingo nem falto com respeito, mas elevo o tom. Fico puto, chato.



Enquanto eu chutava pedrinhos, o cão peruano, alheio, dava de ombros

Ollantaytambo não era lugar para isso. A manhã já tinha sido boa com um café especial e as músicas no hostel. Com a beleza daquela cidade de pedras, e com a cara de desaprovação de meu amigo Marco, fiquei mais calmo. Pendurei a câmera no pescoço e fomos visitar mais um sítio arqueológico.


As ruas de Ollanta, ainda cheias das pedras incas

A cidade, aliás, é o próprio sítio. As casas guardam a estrutura inca, com as paredes de pedras e telhados modernos. As ruas são as mesmas por onde andou o povo antigo. Caminhamos e vimos garotos vestindo trajes típicos – turistas desavisados sacavam fotos e eram cobrados em seguida “Ahora, me pagas”. Nós passamos direto.

Ahora me pagas! Não paguei

Bonito o sítio de Ollantaytambo, todo em uma encosta de montanha. A cidade era um posto militar dos incas, mas também um complexo religioso, administrativo e agrícola. E, como toda a região, está cheia de simbolismo. De alguns pontos lá de cima, vimos traços na montanha de frente que lembram rostos humanos.

Na montanha, o rosto de um velho é um dos vários simbolismos

Em uma pedra, o imperador Pachacutec sentava-se voltado para o sol que, no solstício de inverno (21 de junho), nascia exatamente atrás da silhueta de um rosto, na montanha. E por aí vai.

Marquito na escadaria e descansando

O dia de Ollanta, na verdade foi dividido em dois. Tínhamos ainda círculos e águas salinas para conhecer. Próxima parada: o povoado de Maras e suas histórias.

2 comentários:

Jackie e Rômulo disse...

Olá Murillo! Estou na RBBV tb e vi seu blog por lá. Estou encantada com seus posts. Fiz mais ou menos esse roteiro em janeiro e adoro ver as visões diferentes, as experiências e percepções dos outros sobre os mesmo locais.
Mas eu queria sugerir uma coisa: aumente a largura da área dos posts. É que suas fotos são lindas e vão ficar mt mais valorizadas em tamanho maior. Eu iria adorar ver as fotos maiores, pois gostei mt mesmo delas, viu?
abs,

Murilo Alves Pereira disse...

Oi Jackie, tudo bem? Obrigado pela dica, vou dar uma mexida na cara do blog. Ela não me agrada muito, hehehe. Abraço